segunda-feira, fevereiro 26, 2007

INCULTURA NA INTERNET

A chamada na velha midia, o jornal, era "CULTURA NA INTERNET", mas o folheto é erudito (coisas de técnicos que não conseguem se expressar simplesmente): "Organização Colaborativa da Produção e do Conhecimento - A Cultura das Redes de Informação Compartilhada" - Forum de Debates.

A promoção, do MinC, na Livraria Cultura foi apropriada, com um público de alto nível que tinha até alguns artistas que nem eu.

A seguir, a platéia, teve que aguentar uma explicãção deleutéria sobre a sua imagem num hipotético espelho a 2 mil anos luz da Terra, o que no, minimo, iria exigir da pessoa, um puta de binóculo! O tema foi tão chato que esqueci mesmo o que era, algo em torno da "Produção, reprodução, interferência e consumo virtual".

Afinal, o que tem a ver o espelho? A platéia, educada, passou verniz preto no espelho...

A segunda mesa redonda foi mais interessante, sobre "Blogosfera e jornalismo cidadão". Um palestrante perguntou ao moderador o que era mesmo jornalismo cidadão... Não houve resposta.

Como basicamente os palestrantes eram jornalistas, ficou um clima de comadrismo, pois ninguém queria admitir perder o privilégio de ser jornalista, embora Alexandre Matias, com muita coragem, questionou a necessidade de diploma, para se escrever um blog.

Essa questão da necessidade de diploma para jornalista é velha, me lembrando que Collor chegou a emitir uma Medida Provisória que dividiu a classe, tendo jornalistas antigos a favor e contra. Mas tanto Collor como a MP, foram defenestrados.


Aqui e ali todos os palestrantes faziam uma velada crítica, ao vivo, dizendo que não podiam falar mais ou aprofundar determinada questão por falta de tempo. Pra que tantos palestrantes?

Como o velho macado de Jô Soares, eu só queria saber...

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Feira Música Brasil

Tentei participar da Feira, mas achei a coisa muito confusa, a começar pelo site, que não conseguia informar porra nenhuma.

Para completar, no dia da abertura, era difícil entrar na Feira de Negócios. O cara tinha que desembolsar uma nota preta para participar, mesmo que só fosse a feira.

A Feira de produtos uma porcaria. Pensei em ir lá comprar um afinador eletrônico, um acessório interessante, mas só músico vendendo pra música. Que futuro!

Me deram um cartão da... Coolnex, onde eu teria direito a baixar duas músicas grátis. O site é tão enrolado, que sai logo. Tinha que fazer um cadastro... Estou cheio de cadastro via internet!

E o preço de uma musica? Mais de 2 reais. Não é a toa que CD pirata vende.

O MinC distribuia livros de graça, que nem injeção na testa: Muita gente se esbaldou, mesmo que nunca vá ler os livros. Uma lástima.

A rodada de negócios falava no fim do CD e na Feira se apregoava o sucesso do CD. Quem tem razão?

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

PRÊMIO & CASTIGO

sm 1 - gratificação, recompensa, remuneração.
A: castigo. 2 - lucro, ganho, rendimento. A: prejuízo.



O que têm em comum Paschoal Carlos Magno e a Rede Globo: As premiações em Festivais. A Globo resguarda os seus interesses através de hábeis manipulações bastidores, com o objetivo de manter o élan do espetáculo, e, claro, o ibope. Paschoal entendia por outro lado: não poderia entender que um grupo modesto lá do interior do Norte do país, voltasse sem nenhuma premiação, e, como a Globo, sabia da importância de um prêmio para os artistas.

Eu perdi o prêmio de Melhor Cenário da peça OS ESCOLHIDOS, de Hilda Hilst, montada pelo Tucap, de acordo com a escolha dos jurados. Na hora da entrega dos troféus, Paschoal percebeu que um grupo do nordeste, de um interior qualquer, não tinha ganho nenhum prêmio. E, não teve dúvida, mudou o resultado na hora. O que perdi, foi muito importante para aquele grupo, que levou o prêmio de Melhor Cenário do Festival. Entendi isso na hora.

É o que a organização do festival Janeiro de Grandes Espetáculos não consegue entender, pois Tico e Teco não se entendem enquanto neurônios. Até na indicação falham, deixando em branco vários prêmios. Pelo menos, numa classificação de menos pior, deveria ter, mas, deixar de premiar!

Na premiação que vocês vão ler abaixo, ATORES DO ÓRGÃO IRRESPONSÁVEL nunca iria levar os prêmios de Melhor Espetáculo e Melhor Diretor. O Júri não teria tanta coragem, e, entre drama e comédia, drama sempre ganha, taí o Oscar para provar.

A Comissão tem tanta sensibilidade, que nem se lembrou que alguns artistas fazem aniversário este ano (ou o ano passado), como José Francisco Filho e Carlos Carvalho, ambos com 40 anos de vida artística. No mínimo, uma lembrancinha para os dois. E deve outros completando datas importantes.

Uma premiação é muito importante, vendo isso pelo lado do marketing. Como todo mundo, a indústria cinematográfica americana tomou novo impulso com a criação do Oscar. E vejjam que a premiação nem nome tem.

Antigamente, existia o prêmio Samuel Campelo. Eu, teria pedido licença a alguém e ressuscitado este prêmio, mas o que fazer? Não conseguem nem encher todos os teatros com espetáculos durante o evento...

PRÊMIO APACEPE DE TEATRO E DANÇA
AOS MELHORES DO 13° JANEIRO DE GRANDES ESPETÁCULOS
2007

Comissão julgadora Teatro para Adultos:
Anco Márcio Tenório, João Ferreira e José Francisco Filho.
Mediação: Luciana Lyra.

Comissão julgadora Teatro para Crianças:
Ana Elizabeth Japiá, Breno Fittipaldi e Rubem Rocha Filho.
Mediação: Didha Pereira.

Comissão julgadora Dança:
Airton Tenório, Carlos Ataíde e Christianne Galdino.
Mediação: Thereza Rocha.

Segue a lista dos artistas premiados:

Categoria: TEATRO PARA CRIANÇAS

Melhor Espetáculo:
O Amor do Galo pela Galinha D’Água (Galharufas Produções e Quadro de Cena)

Melhor Diretor:
Rudimar Constâncio (Cegonha Boa de Bico)

Melhor Ator:
Edes di Oliveira (Cegonha Boa de Bico)

Melhor Atriz:
Ana Paula Arcoverde (Cegonha Boa de Bico)

Melhor Ator Coadjuvante:
Leidson Ferraz (O Amor do Galo pela Galinha D’Água)

Melhor Atriz Coadjuvante:
Wanderlucy Bezerra (Cegonha Boa de Bico)

Ator Revelação:
Jaquison Santana (Presepadas)

Atriz Revelação:
Maria Clara Camarotti (A Duquesa dos Cajus)

Melhor Trilha Sonora:
O Amor do Galo pela Galinha D’Água (Demétrio Rangel e Samuel Santos)

Melhor Iluminação:
O Amor do Galo pela Galinha D’Água (O Poste Soluções Luminosas)

Melhor Cenário:
Babau ou A Vida Desembestada do Homem que Tentou Engabelar a Morte (Marcondes Lima)

Melhor Figurino:
Luzia no Caminho das Águas (Luciano Pontes)

Melhor Maquiagem:
Cegonha Boa de Bico (Pedro Gilberto)

Prêmio Especial:
Ao Mão Molenga Teatro de Bonecos pelo apuro técnico e conteúdo poético do espetáculo “Babau ou A Vida Desembestada do Homem que Tentou Engabelar a Morte”.

Categoria: TEATRO PARA ADULTOS

Melhor Espetáculo:
As Criadas (Cênicas Cia. de Repertório)

Melhor Diretor:
Carlos Bartolomeu (Atores do Órgão Irresponsável)

Melhor Ator:
Jorge de Paula (As Criadas)
Zaza (Mucurana – o Peixe)

Melhor Atriz:
Não houve indicação

Melhor Ator Coadjuvante:
Gilberto Brito (Mucurana – o Peixe)
Manuel Carlos (O Capataz de Salema)

Melhor Atriz Coadjuvante:
Não houve indicação

Ator Revelação:
Não houve indicação

Atriz Revelação:
Não houve indicação

Melhor Trilha Sonora/Direção Musical:
As Criadas (Marcelo Sena)

Melhor Iluminação:
As Criadas (Sávio Uchôa)

Melhor Cenário:
O Capataz de Salema (Manuel Carlos e André Filho)

Melhor Figurino:
A Chegada da Prostituta no Céu (João Neto)

Melhor Maquiagem:
O Capataz de Salema (Manuel Carlos)

Prêmio Especial:
À dramaturgia de Almir Rodrigues no espetáculo “Pás & Picaretas”, da Cia. Teatro Dzugur.

Categoria: DANÇA

Melhor Espetáculo:
Jandira (Kleber Lourenço)

Melhor Coreógrafo:
Kleber Lourenço (Jandira)

Melhor Bailarino:
Kleber Lourenço (Jandira)
Juan Guimarães (B.A.Q.U.E.)

Melhor Bailarina:
Viviane Madureira (Calunga)

Melhor Trilha Sonora:
Fervo (Silvério Pessoa e Yuri Queiroga)

Melhor Iluminação:
Sobre Nossos Corpos (Saulo Uchôa)

Melhor Cenografia:
Calunga (Anselmo Madureira)

Melhor Figurino:
Calunga (Gustavo Silvestre)

Prêmio Especial:
Ao Maracatu Leão de Ouro de Condado pelo espetáculo “Ilha Brasil – Vertigem”, do Grupo Grial de Dança.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

NÃO ROUBARÁS

Vou contar a história começando pelo fim:
O cara era totalmente de confiança da família, onde trabalhava como empregado doméstico. Furta 25 mil reais em 3 momentos diferentes. Como aconteceu? Um dos integrantes da família, que não confia em bancos, guardava o dinheiro em casa.

A desconfiança e a confiança sairam caro. O rapaz, que vou chamar de Dida, foi pêgo através de uma armadilha que teve até lances de novela policial que não vou relatar, por não interessar agora.

A família, imbuída de espírito cristão, decide não chamar a polícia e sim o bandido: entre choros e lágrimas ele confessa tudo, inclusive que o dinheiro era para construir uma casinha para ele, a esposa e os 2 filhos. E pede, pelo amor de Deus, que não lhe tirem a casinha...

O chôro é geral, todos confessam seus pecados e mútuos perdões e fica tudo pelo dito e não dito, recomendando ao Dida que não enverede pelos caminhos tortuosos do crime e que aquilo tudo lhe sirva de lição.

Dida aprendeu a lição: dias depois, outro membro da família dá pela falta de objetos pessoais como mini-gravador, um microfone profissional, transformadores etc, nada muito grave... Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!

Como dizia, sendo redundante, Dida aprendeu a lição: comprou um Super Nintendo, uma máquina de lavar roupa, uma scouter (aquelas motonetasde 50cc que não precisa de carteira), e, provavelmente, tirou onda em algum bordel perto da favela onde mora. Sim, ele construiu a casinha dele, com 2 quartos.

Dida agora é carrouceiro, melhor dizendo, colabora para o programa de reciclagem, catando papel e latas pelas ruas do entorno da favela. Na sua casinha, com a mulher e os 2 filhos, falta comida farta. Tudo voltou ao que era antes. Pobre como miserável.

Teve que vender tudo que amealhara com o furto, para comer. Que gente miserável o que mais precisa é comer, diferente do que a TV suplica todos os dias. A pressão da sociedade, dos amigos, parentes e aderente é muito grande. Dida não quer ser miserável. Mas ele é miserável até na alma. Não acredita em educação, porque nunca o educaram. O seu destino é ser assim, miserável até nos sonhos. E, claro, ser massa de manobra dos PA a PZ da vida.

A família dele, pobre mas porém honesta, o discriminou totalmente, desaprovando o seu enriquecimento rápído. Pois é, o cara que nunca viu 250 reais numa semana, de repente ficou com 100 vezes mais e não soube se fazer. Voltou para o inferno.

Quem rouba pouco não tem futuro nesse país onde quem vence é desonesto. Mas, até para ser desonesto tem que ter talento, competência. Dida não tem. O traficante de favela sabe que não dura muito. Dida pensou que ira durar para sempre.

Ele não sabe o significado da expressão ou do mandamento NÃO FURTARÁS e de suas consequências. Não tem colarinho branco, não é branco, não é poderoso, não tem dinheiro, não é político nem polícia, lhe falta tudo.

Não será surpresa se eu encontrar o seu corpo furado de bala na avenida por onde trafego todos os dias...

DESIDRATAÇÃO ATACA NOVELAS E FILMES

Estou impressionado como os atores de Novelas (no Brasil, especialmente da Globo) e cinemas (de um modo geral) sofrem de desidratação, e, em alguns casos, de fome mesmo.

A coisa chega ao nível da irritação, pelo menos comigo, desde que descobri a falta de criatividade de roteiristas e diretores.

Preste atenção:
Invariavelmente o ator está com um copo de água, normalmente café ou de bebida. Ou então, se dirige a algum lugar para se abastecer, em cena.

No filme, DE JAVU, Wenzel Washington chega ao nível de perguntar aonde fica a máquina do café, isso em pleno momento de investigação, como se o mundo fosse parar por causa disso. Aliás, ele comenta que se a máquina não tivesse ali, teria quer ser providenciada!

Isso parece com a síndrome do microfone para o cantor: se o microfone não tiver no palco, com o seu pedestal, o cantor se atrapalha, pois não sabe onde colocar as mãos. Tirem o pedestal girafa com o microfone das mãos de Roberto Carlos, e ele se caga todo!

Nas novelas brasileiras, especialmente da Rede Globo, já é um padrão a beberagem em cena, com outros agravantes:

- Falam sussurrando, quase inaudível, como se falassem para dentro.
- Até casa de pobre tem escadadaria
- Todos estão sempre numa sala de estar, arrumados e maquiados, mesmo que seja 8 da manhã de domingo
- Acordam penteados e maquiados

Me lembro de uma cena em VIDAS PASSADAS, Rede Record, que os bandidos vão atacar os rivais no morro do Torto e tem um bandido com uma Metralhadora Hotckiss, refrigerada a àgua, na mão, correndo! Isso é impossível!

Sei que deve ser muito difícil o cara ficar preso em casa, escrever 50/70 laudas todos os dias e ainda ter muita criatividade. Agora, mancadas, não. Isso de segurar copo, puxa!...

Anos atrás escrevi uma novela on line, baseada no Caso Serrambi (que nem terminei por outros problemas, pois o site teve que sair do ar - depois eu conto), e tive que fazer uma tabela, croquis de ação e outros trecos. Muita gente acompanhou, mandavam críticas, sugestões, gente reclamando da violência.

Teve uma moça, estudante de letras, que elogiou o uso de palavras raras do português. Eu revelei que escrevia com um Dicionário eletrônico de português, à procura de sinônimos.