quarta-feira, maio 02, 2007

É ISSO AÍ

Quando descobri que podia falar, não parei mais.
Alguns amigos, sutilmente, dizem que falo muito.
Mas, também sei ouvir, especialmente quando o amigo está com problemas.
Um amigo de infância de longa, no segundo casamento, abriu o verbo:
A sua primeira esposa não afinava com ele. No início o sexo era arretado de bom. Eita namoro gosto. Me lembro da paixão dele. Conheci a mulher dele. Depois do casamento, arrefeceu, ficou gorda. E o sexo, diminuiu.
Segundo ele, chegava momentos que ela reclamava: "só pensa nisso". Pois é. Quando namoravam, tudo era possível, em qualquer lugar, frequentadores assíduos de moteis. Depois de casado, se sugerisse motel, ela desconversava: "é melhor em casa, é mais barato". Chegaram a ter um filho.
Ele tinha uma secretária muita esperta, além de bonita e gostosa: mudou de emprego. Saiu do posto de amante e virou esposa.
Mas, tudo se repetiu! E pior, ela mudou de emprego, para um melhor, e, ele, fechou a firma com o trambique do sócio.
Virou dependente da esposa.
Tem pior coisa do que isso, mesmo o cara não sendo machista?
Pedir dinheiro para o cigarro, a cachaça, para o ônibus, a gasolina.
E, o curioso, ela, a nova esposa, nunca se lembrou dos velhos momentos em que bancava tudo, até mesmo no começo do casamento, quando então veio a falência da empresa, e ficou sem empresa, e, tragédia: quem iria empregar um "velho de 40 anos"?
Ele chorou muito me contando isso. Gosta muito dela. Mas não aguenta mais tanta humilhação.
Ih... O casamento vai pro beleléu...