quinta-feira, março 29, 2007

CANSEI...

...de fazer este blog. Não tenho mais saco e nem tempo, embora uma coisa não invalide a outra ou não tem nada ver (uma coisa é uma, outra coisa é outra coisa). Mas estou no limiar do limite. Vou usar as forças que
restam para me dedicar ao projeto do meu show, dos livros e da exposição de artes plásticas. Ainda tenho que terminar o texto DE MULHER PARA MULHER. Tem o projeto do II PARTO DE MÚSICA LIVRE DO NORDESTE, alguns projetos do Memorial. Quando acabar tudo, e um dia acaba, darei por encerrados os meus sonhos antigos, e, quem sabe, ir atrás de outros santos. Muita coisa foi perdida durante essa trajetória de 40 anos de militância cultural. Ai, cansei, sim. Mas é um cansaço que mesmo assim não pára, continuarei fazendo as coisas, mas tem o cansaço sim, depressão às vezes, incompreensões múltiplas. Cansei. Este blog se
encerra aqui, não vou mais atualizar, o tempo apaga ele. O tempo cansa.

sexta-feira, março 23, 2007

NÃO ME ENCHA OS SACOS!

Quando acordei na sala de recuperação, ainda não tinha idéia do que tinha acontecido. A resposta veio pela voz do dr. Aleixo, já na enfermaria: "o senhor está com um saquinho, provisório". Descobri, assim, que estava ostomizado. As fezes agora saiam por outro orifício.
Recebi com naturalidade uma enfermeira que veio me explicar aonde conseguir as bolsas, como funciona, assepssia etc.

Sim, tenho dois casos, assim, aguento melhor as coisas ruins da vida. E, pior, se encher os sacos, abro o principal e não vai ser apenas um odor desagradável simples, vai ser uma porrada. Pode pedir uma máscara contra gases.

Já faz (ou fazem?) dois anos e alguns meses, que venho combatendo o câncer. Aparentemente estou ótimo. Mas já estou no terceiro protocolo, fazendo, agora, uma quimioterapia oral, o que quer dizer nada de internamento.

Sou uma pessoa calma por natureza, e vejo tudo com otimismo, sempre tirando alguma coisa positiva de qualquer revés. Mas, não aguento ficar internado junto a colegas que estão morrendo. Vi 5 mortos, um deles, acompanhei a sua expiração até o ultimo momento, e, depois vê-lo sendo "empacotado", bem ao meu lado. Não tem nervos que aguente. Entro em depressão só em pensar em ficar novamente internado.

Quanto ao resto, encaro com bom humor. Quando chegava na sala de QT (segundo protocolo), para uma sessão de 4 horas de quimio, chegava citando uma frase de uma canção:"voces pensaram que fui embora, ói eu aqui outra vez!". Aí levantava o astral de todo mundo. Incentivava, dava conselhos. Lamento que um dos meus colegas, em estado profundo de depressão, sucumbiu. Tentei tanto levantar o seu humor, incentivando a fazer alguma coisa na vida.

Mas ter o saquinho (sim, importado), provocou momentos engraçados. O pior são os gases. A bolsa vai inchando, inchando, você na rua. Aonde esvaziar o ar? é um ataque de gases quase mortíferos. Me lembro que estava na sessão do cinema, quando percebi o saco enchendo de ar, não dava tempo para ir ao sanitário, esvaziei ali mesmo. Ato contínuo, surgiu uma clareira ao meu redor. Todo mundo se mandou de perto de mim. E eu com uma cara inocente: "Não fui eu!"...

Em plena sessão na sala de QT, no Hospital Oswaldo Cruz, a bolsa estourou. O odor tomou conta da sala. O pior é que eu iria me infectar todo. E as enfermeiras e auxiliares entraram em pânico. Eu as acalmei e orientei como agir. Surgiu um saco de lixo e esparadrapos. Isolei eu mesmo a área. Resolveu. As enfermeiras e auxiliares aprenderam mais uma lição, coitadas...

Tenho que andar com uma bolsa sobressalente para esses casos. E tenho que levar papel higiênico ou toalhas de papel, por que é complicado fazer a troca em local público.

Infelizmente, os sanitários são estão preparados para os ostomizados. São mais de 2000 em Recife, só os cadastrados na Associação, que fica no Barão de Lucena. A maioria gente modesta. Não sei quantos são os de classe média, mas deve ser outro tanto. Estes, devem ter uma maneira mais saudável de resolver os problemas.

Não tenho vergonha de dizer que estou com câncer nem que sou ostomizado.
Poderia ser bem pior. Aids, por exemplo.

Infelizmente, já observei que tanto o hospital como os médicos, não estão por dentro das últimas novidades em tratamentos e medicações. Como a pesquisa que está sendo na UFPE ou UFRPE, a partir do pau brasil, com resultados positivos em 90%, isso em cobaias. Eu quero ser uma cobaia, para ser totalmente curado. Mas a minha médica não sabe o que é isso, e, mesmo assim não incentiva.

Sei de outros tratamentos, mas ela não comenta comigo. Se eu ouso citar, ela diz que não é o meu caso. E ai tenho que pesquisar por contra própria.

Ela não sabe (e não vou dizer) que estou tomando medicações alternativas (dois tipos). Participei de uma reunião de portadores de cancer, de classe média, onde assisti a três depoimentos, inclusive um deles de uma médica, dizendo que se curou com tratamento alternativo, embora o seu médico reprovasse. Depois, segundo ela, o médico teve admitir que ela, sem ele saber o por que, estava curada.

Enquanto isso, continuo tentanto frequentar o Centro Espírita André Luiz, na PE-15, mantido pela viúva de Edson Queiroz.

quarta-feira, março 21, 2007

SER RICO É...

... desejar ser rico!
E o que dizer das pessoas que escolheram profissões como...
...Músico, Psicólogo, Historiador, Professor, Artista etc?
Parece uma tentativa de suicídio financeiro: não quero ser rico.
Sou um compositor vergonhosamente bissexto.
Depois de mais de 20 anos sem compor, faço uma música para um show que vou fazer, comemorando os meus 40 anos de militancia cultural.
O tema: AIDS!
Na verdade a letra estava pronta há anos, tentei fazer a música, saiu um pedacinho.
Ontem, horas antes de entrar no estúdio para gravar as músicas, fiz a música.
O curioso: num tom só.
Chamei Wellington Santana, um companheiro de longas datas, baixista de primeira qualidade, para me acompanhar.
Na verdade estava fazendo uma gravação para entregar aos músicos da banda que criei, para facilitar os ensaios.
Consegui gravar 13 músicas. A presença de Wellington foi decisiva para eu melhorar as músicas e, até, fazer alguns arranjos.
Por sacanagem Wellington salvou uma música horrorosa que eu tinha feito na década de 60, no estilo de Wilson Simonal.
Foi a minha segunda música (a primeira coloquei no lixo). Ficou hilário.
As minhas filhas, Alessandra e Oriana, faziam platéia, no estúdio de Ricardo Silva, em Sítio Novo.
Ainda faltam as músicas de alguns amigos meus. Gosto de colocar músicas dos outros. Acho uma besteira muitos músicos não admitirem outros
compositores.
Afinal, não somos deuses...
E quanto a ficar rico, eu poderia estar fazendo música tipo Calipso, Brega, Forró cearense, mas, sinceramente, não tenho estômago para isso.
Poderia estar,quem sabe, cheio da grana, e, até, famoso.
Ariano Suassuna fez, recentemente, um comentário ditoso sobre a banda Calipso, do tal Chimbinho. Assino embaixo. É besteira para ficar rico.
Afinal, para que uma artista tem que mostrar a bunda para valorizar a canção? Ninguém canta escatologicamente pela bunda... (Don Antonio)

segunda-feira, março 19, 2007

HISTÓRIA DA PARAÍBA

Estive em Campína Grande, e, em contato com o prof. Allissson Campína, do Colégio das Damas que fica no centro da cidade.

Em síntese: Na segunda série do ensino fundamental, na segunda parte, é ensinada a História da Paraíba, inclusive, em algumas escolas, a História do município, no caso, Campina Grande.

No Ensino Médio, no 1º ano, é ensinado a História Geral, e, numa segunda parte, Povos Primitivos da Paraíba. Este estado possue os maiores sítios históricos do Brasil.

No 2º ano, continua a História Geral, e, a seguir, a História da Paraíba.

E, finalmente, no 3º ano, uma revisão geral e História da Paraíba.

Inclusive, ele comentou que em algumas escolas que ele ensina, os alunos visitam os sítios históricos.

Isso é Cidadania, como resultado vem o amor pela sua cidade, estado e, país.

Embora exista uma rivalidade entre Paraíba/Pernambuco, em comum a paixão pela história local. Veja no nosso portal, www.memorialpernambuco.com.br, clique em história.

Infelizmente, o meu estado não dá valor à história da região, sequer os alunos sabem cantar o  hino de Pernambuco. Eu, e muitos contemporâneos, formávamos em fila, no jardim da escola, cantando o hino nacional e a seguir o hino de Pernambuco.

Falei com o vereador, o decano Liberato Costa Junior, e, também com Nilzardo Carneiro Leão, para a inclusão da cadeira da História de Pernambuco, tanto no ensino fundamental como no médio, radicalmente: uma cadeira à parte, senão os professores não vão ensinar a nossa história.

Sou intransigente e radical defensor de Pernambuco, divulgando a luta pelo direito de cada estado legislar de acordo com os seus interesses, como profetizava Frei Caneca em 1824 (e, por isso, fuzilado). Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro, tocou nesse assunto. Assunto perigoso...



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sexta-feira, março 16, 2007

TUDO COMO DANTES NO REINO DE ABRANTES

Normas, regulamentos, portarias, tudo está no caminho do artista. Por questões éticas continuo arredio a participar dos programas de incentivo à cultura municipal e estadual.

Ouvi, de um ex-diretor da Fundarte (do governo passado, bem entendido), que não é brasileiro (cáspite, como entender da nossa cultura?), que o estado não iria patrocinar eventos exitosos, dando preferência aos neófitos. Na épóca, eu fiz o projeto de captação de recursos para o Monumento ao Frevo, idéia original de Claudionor Germano, escultura do irmão Abelardo da Hora.

Abelardo, na hora do julgamento públibo, no Teatro Arraial, percebendo que o seu projeto não seria aprovado, deu um "baile" nos membros (não eróticos) da comissão de julgamento. João Paulo, prefeito, soube do incidente e avocou o projeto, que foi finalizado e está em frente ao Aeroporto dos Guararapes (na minha opinião, um péssimo lugar, mas soube que estão para relocá-lo no bairro do Recife, que os moderninhos chamam de Recife Antigo - Nilzardo Carneiro Leão, presidente do Instituto Histórico... Pernambucano arremata: não existe o bairro do Recife Antigo...).

É assim que a nossa cultura é gerida nas mãos de gestores que não estão antenados com os bastidores da nossa arte. Pra que se inscrever para fazer um projeto? Eu não entendo (os meus dois únicos neurônios, Tico e Teco, entram em desespero).

No momento estou fazendo, a pedido do amigo Claudionor Germano, o projeto dos seus 60 ANOS DE ARTISTAS, que acontecerá em 2 de outubro de 2007 (tem carteira de trabalho assinada, provando isso).

Um governante lúcido, válido e inserido no contexto (repetindo frase famosa do finado Pasquim, jornal da época da ditadura), aprovaria incontinente o projeto, nas coxas! Tenho certeza que tanto João Paulo como Eduardo Campos, vão encampar a idéia na hora (Don Antonio).


--  DON ANTONIO (Antonio Gomes dos Santos)  81 9116 5890  don.antonio@memorialpernambuco.com.br www.memorialpernambuco.com.br

SE...

Don Antonio
(parafraseando Rudyard Kypling)

Se és capaz de realizar apenas um dos seus sonhos
enquanto todos reclamam do presente;
Se és capaz de deixar de fazer em 2008
o que pode fazer em 2007;
Se és capaz de viver o presente
sem fazer do passado o seu futuro;
Se és capaz de sempre manter a calma
enquanto todos estão desesperados;
Se és capaz de relevar o ódio e a raiva
e colocar o amor na frente;
Se és capaz de achar que nem tudo está perdido
e que tudo pode ser feito no presente;
Se és capaz de dar sem receber
mesmo para aqueles que nunca te presenteou;
Se és capaz de perdoar aqueles te cercam
e esquecer as mágoas do passado;
Se és capaz de continuar sendo um cidadão
e cúmplice da fraternidade;
Se és capaz de tudo isso:
tua é a terra e a nossa família feliz.
Assim seja.

CRIATIVIDADE

Gente, eu não aguentei: reproduzo este texto hilário (estou fazendo uma pesquisa na internet para escrever a peça DE MULHER PRA MULHER, com produção minha e direção de José Francisco Filho).

3 x 3 = 3

Três engenheiros da Apple e três da Microsoft estavam viajando de trem para uma conferência. Na estação, os três da Microsoft compraram as passagens; observaram que os três da Apple compraram apenas uma.

"Como três pessoas podem viajar com apenas uma passagem?" pergunta o empregado da Microsoft.

"Observe e você verá", responde o engenheiro da Apple.

Todos entram no trem ... O pessoal da Microsoft toma seus respectivos assentos, mas os três da Apple trancam-se no banheiro.

Quando o trem parte, o coletor de passagens bate na porta do banheiro e pede a passagem. Apenas uma mão é estendida para fora da porta do banheiro e entrega uma passagem. O coletor apanha e vai embora. Os empregados da Microsoft observam tudo e acreditam que é uma idéia inteligente.

Após a conferência, os empregados da Microsoft decidem, como de costume, copiar a idéia da Apple e compram apenas uma passagem para o retorno.

Eles observam espantados, que os engenheiros da Apple não compraram nenhuma.

"Como vocês viajarão sem nenhuma passagem?", perguntam.

"Vocês verão", responde um engenheiro da Apple.

Quando o trem parte, os empregados da Microsoft trancam-se em um banheiro e os da Apple em outro. Um dos engenheiros da Apple sai do banheiro e bate na porta onde esta o pessoal da Microsoft e diz:

"A passagem por favor".

Uma mão é estendida para fora e entrega a passagem ...

EITA CULTURA!

FOLHA DE PERNAMBUCO - 15/03/2007 12:44
III Liberdade nas Ondas do Rádio homenageia Centenário do Frevo
Da Assessoria da PCR

O Programa Liberdade nas Ondas do Rádio, promovido pela Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Gestão Estratégica e Comunicação, em parceria com a Fundação de Cultura Cidade do Recife (FCCR), realiza a sua terceira edição, neste sábado (17), na Praça do Morro da Conceição, em Casa Amarela, a partir das 19h. Esta edição especial homenageará o Centenário do Frevo. No contexto do centenário ritmo pernambucano, quatro convidados participam do evento, que vai contar ainda com cinco atrações do Morro da Conceição. A cantora Nena Queiroga e os cantores Claudionor Germano, Edy Carlos e Getúlio Cavalcanti são os convidados.

“É com muito orgulho e satisfação que faço parte deste programa que só faz engrandecer a produção local e valorizar os artistas pernambucanos”, afirmou um dos maiores intérpretes vivo, do Frevo, Claudionor Germano. “Espero que todos estejam presentes para participar deste programa maravilhoso”, convocou Getúlio Cavalcanti. Quanto às atrações locais, destaque para a Banda Cervac Força Especial, que é formada por um grupo de 15 crianças que são do Centro de Reabilitação de Crianças com Deficiência. Compõem ainda o elenco Mandracatu, Raízes de Quilombos, Kenkini Falante e Orquestra Super Pop do Maestro Edson Reis.

Kits – Um pacote com cerca de 10 a 15 CDs de artistas diferentes estão sendo entregues pela Prefeitura do Recife às rádios comunitárias e comerciais para abrir o espaço de divulgação e veiculação da produção artística pernambucana. O conteúdo traz a compilagem de músicas do
concurso pernambucano de músicas carnavalescas de 2006/2007. Maestro Ademir Araújo e Orquestra Popular do Recife, Maestro Forró e Orquestra Popular da Bomba do Hemetério e o CD duplo É de perder o sapato, com a produção da Biscoito Fino, alusivo ao centenário do Frevo.

TEATRO DE RUA EM COMEMORAÇÕES DO DIA DO CIRCO

A partir da desta quinta-feira (15), A Região Metropolitana do Recife se tornará palco de várias apresentações de Teatro Popular e debates sobre o tema, em um grande evento promovido pelo Movimento de Teatro Popular de Pernambuco (MTP-PE) e pela Associação de Teatro de Olinda (ATO).

“Um Março de Teatro” compreende 14 dias de atividades, incluindo o dia 27 de março, quando se comemora o Dia Mundial do Teatro e do Circo, e vai oferecer ao público um total de 12 apresentações, dois cortejos de rua, aula espetáculo, debates públicos e palestras para a comunidade acadêmica.

Destacamos uma palestra que será uma oportunidade de discutir temas em torno das relações entre o teatro, teatro de rua e a Universidade; política cultural e o teatro de rua, e o pesquisador. Participam do evento, Rubens Brito, professor doutor da Unicamp, um dos fundadores do Teatro Mambembe, e o ator e diretor Joca Andreazza. A palestra acontece no Centro de Artes e Comunicação da UFPE, na próxima quarta (21), a partir das 19 horas, e será a abertura oficial do evento "Um Março de Teatro".

21 DE MARÇO – 19H - QUARTA FEIRA – ABERTURA OFICIAL

PALESTRA - UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

TEATRO MILTON BACCARELLI – CENTRO DAS ARTES E COMUNICAÇÃO.
Endereço: Rua Acadêmico Hélio Ramos, 20. Várzea – Recife – Pernambuco.

MESA:
JOÃO DENYS: MEDIADOR
RUBENS BRITO: A Universidade e o Teatro de Rua
JOÃO CARLO ANDREAZZA: Teatro de Rua e a modernidade
ANDERSON GUEDES: Movimento de Teatro de Pernambuco

*Às 21h30 será aberto o debate.

FESTIVAL BAIANO DE VERÃO DO RECIFE
Mistura de ritmos
Hoje e amanhã, o Chevrolet Hall sedia a quarta edição do Festival de Verão do Recife, um festival baiano de músicas em Pernambuco. ARGHHH!

quinta-feira, março 15, 2007

EU, HEIN!?...

Tenho 4 filhos, um rapaz e três moças. Leka, como diz Mônica, não é nada, pois não é nem do meio, início ou a última, pois Cristiano é o primogênito, Mônica a caçula e Oriana a filha mais velha. Isso irrita Leka. Mas isso é muito bom, pois revela o bom humor e alto astral da minha família. Até Fátima (a Fernanda) entra na história!

Quando as minhas filhas foram conhecer Fátima, a minha esposa (que se chama Fátima Fernanda), aconteceu uma cena engraçadíssima: Eu, desavisado, disse que o nome dela era Fernanda (eu chamava assim, no começo, mas depois me acostumei com Fátima). Quando as filhas estavam reunidas, eu cheguei com Fátima, e assim a apresentei. Ai Oriana perguntou, um pouco constrangida: "Pai, aonde está Fernanda?"

Risos gerais. Ninguém sabia do outro nome de Fernanda! KKKKKK.

Leka, que mora fora do Brasil, me manda esta pérola:

ANTONIO. Há vários significados e origens atribuídos a este nome. Do grego Anthos, flor, ou de Anti-onos, antiasnos, traduzido como “o inimigo dos burros”, ou de Anti-onios, “que não se pode comprar”, ou de Anteo, “que se opõe”. Ou do latim Antistes “chefe, o principal”, ou do latim Antius “o que está na vanguarda”. Nome bastante usado no Brasil, está voltando à moda. Alguns representantes famosos: o compositor Antônio Carlos Jobim, o ator Antônio Fagundes, o líder messiânico Antônio Conselheiro, da Revolta de Canudos.

quarta-feira, março 14, 2007

CINE SÃO LUIZ

FOLHA DE PERNAMBUCO - 13 de março de 2007
Obras no cinema São Luiz podem sofrer atraso
Fundarpe está pedindo novos projetos para troca de cadeiras e piso no local

Bruno Nogueira

A reinauguração do cinema São Luiz como um centro cultural, prevista para maio, pode sofrer atrasos. As obras estão em estado acelerado, dentro do prazo previsto pelas Faculdades Integradas Barros Melo (AESO), mas apenas agora, com dois meses depois de anunciado que a instituição fechou uma parceria para cuidar do espaço, que a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) decidiu intervir nas mudanças que serão realizadas no local. Uma comitiva, formada pela arquiteta Maria de Nazaré Reis e o responsável pela célula de patrimônio Roberto Carneiro, visitou ontem o cinema.

“Qual o uso que vocês estão planejando para o lugar?” foi uma das primeiras perguntas de Maria de Nazaré dos Reis, o que demonstrou que, por falta de informação, essas intervenções da Fundarpe ainda não estão claras. A resposta para a pergunta já foi divulgada há dois meses em toda a imprensa local. Como ficou evidente, vale reforçar que o projeto prevê a exibição de filmes tanto do circuito comercial quanto independente, além de apresentações de música e peças de teatro.

Por hora, as exigências da Fundarpe são de um projeto de instalação das novas cadeiras e da troca do piso. Com isso, as cadeiras antigas, que já foram removidas do chão, não poderão sair do São Luiz, que também precisará esperar pelas novas poltronas. “Já fechamos contato com uma empresa que tem as poltronas mais parecidas possível do cinema original, porém mais confortáveis”, adianta a diretora da Aeso, Ivânia Barros Melo.

Segundo ela, uma das dificuldades de montar esse projeto é porque nenhuma das plantas recebidas coincidem com a arquitetura atual do São Luiz.

“Precisamos analisar todas as modificações que vão ser feitas para garantir a preservação da casa”, afirmou Maria de Nazaré. Essas modificações estão sendo supervisionadas pelo arquiteto Carlos Pontual, premiado mais de uma vez em bienais internacionais, além de ser ex-professor de planejamento arquitetônico em universidade. “Nós estamos gratificados pela parceria com a Aeso e gostaríamos que outras instituições fizessem isso em outras áreas também”, declarou a representante da Fundarpe. Ela prometeu que o problema mais grave, o da remoção das poltronas, não precisará esperar.

Segundo Maria do Nazaré, a Fundarpe também tem intenção de orientar que tipo de filmes e espetáculos o centro cultural do cinema São Luiz vai exibir, mas não entrou em detalhes sobre como vai fazer isso.

Como já foi anunciado, a programação está dividida em três áreas. Cinema, que terá responsabilidade do crítico de cinema desta Folha de Pernambuco, Luiz Joaquim; música, com curadoria do produtor da Astronave, responsável pelo Porto Musical e Abril pro Rock, Paulo André Pires; e teatro, que ainda não tem um nome definido.

MEU COMENTÁRIO
Participei das audiências públicas sobre o cine São Luiz e também da Comissão criada pela Prefeitura. Não houve resultado. A AESO, pragmática, arrendou o cinema.

A Prefeitura poderia ter arrendado o cinema, pelo valor baixo, cerca de 40 mil reais, apesar da insistência do gerente do grupo Severiano Ribeiro, Pedro Pinheiro.

A FUNDARPE, que não participou de nenhuma audiência pública, aparece tardiamente, querendo interferir na gestão. Acho que a AESO tem toda a liberdade de fazer a programação.

terça-feira, março 13, 2007

NOTÍCIAS CULTURAIS

MELHORES DO MUNDO

O grupo se apresenta no Tetro da UFPe em maio; fique alerta para reservar lugar, não vai dar pra quem quer. Quem quiser ver o quadro Joseph Climber vai ter que ficar alerta. Estão programados os dias 5 e 6. Se você quer ver o vídeo de Joseph Climber, clique aqui.


FOLHA DE PERNAMBUCO - 13 de março de 2007
Pesquisa aponta PT como mais corrupto
BRASÍLIA (AE) - A mais recente pesquisa de opinião pública realizada pela Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, trouxe aos integrantes do partido motivos de preocupação. A má notícia é que, aos olhos da população, o partido ainda vive o dilema da crise ética e terá trabalho se quiser deixar para trás as marcas dos escândalos do mensalão e do ‘dossiê Vedoin’. Quando a pergunta é qual partido tem mais políticos corruptos, os resultados são ruins como há um ano: o PT aparece na dianteira, com 30% das citações. Em segundo lugar está o grupo dos que não sabem, com 21%, e em terceiro lugar os que responderam “todos”. Em março do ano passado, 27% dos entrevistados apontaram o PT como o partido com mais corruptos. As entrevistas foram realizadas entre 24 e 27 de novembro e os resultados foram apresentados ao Diretório Nacional do partido no mês passado. A partir da próxima semana, as informações estarão disponíveis no site da fundação (www.fpabramo.org.br).

FOLHA DE PERNAMBUCO - 13 de março de 2007
CHICO SCIENCE
Hoje, dois aniversários vão ganhar homenagens nos museus e espaços culturais na cidade. No dia em que Chico Science completaria 41 anos, sua história ganhará uma revisão completa com a exposição “Imaginário de Chico”, que acontece de hoje a sábado na casa 21 do Pátio de São Pedro.
Fotos e ilustrações pretendem traçar um painel afetivo da relação entre as experiências pessoais do músico com as idéias que defendia como artista.
“O fato de ter morado perto do rio e catado caranguejo quando criança, sem dúvida, influenciou sua obra”, argumenta Maria Eduarda Belém, curadora da mostra e ex-namorada do músico.
As fotografias foram cedidas pela família do artista e pela Agência Imago. Várias dessas imagens se transformaram em monóculos, pendurados para
que os espectadores entrassem em contato com a maioria dos registros, alguns deles inéditos. No sobrado do Pátio de São Pedro, também será posta uma linha do tempo, que mostra a evolução de sua carreira. O texto de apresentação foi escrito por Renato L. Há planos de que o mesmo local receba um memorial em homenagem ao cantor. Na ocasião, o designer Mabuse também vai lançar o “Projetio Wikimangue”, uma página na Internet onde qualquer um pode postar textos a respeito do manguebeat. Apesar de a cidade do Recife ter comemorado seus 470 anos ontem, é a partir de hoje que o Museu da Cidade do Recife dá sua contribuição para a data.
O local vai abrigar, pela segunda vez em um ano, a exposição “História de Muitos - Evolução Urbana do Recife”, com mapas, plantas,
fotografias e painéis sobre como a cidade evoluiu desde o período holandês até os dias atuais. Os objetos ficarão à mostra até que outra exposição também tenha como tema o Recife. Já a mostra “O Frevo no Acervo do Museu da Cidade do Recife” foi prorrogada, com 50 imagens em preto e branco englobando o período de 1944 a 1958, que foram do Centro de Documentação da Prefeitura do Recife. O museu também exibirá trechos de letras de frevos. “Imaginário de Chico” Abertura: Hoje, às 19h Casa 21 do Pátio de São Pedro, bairro de São José “História de Muitos - Evolução Urbana do Recife” e “O Frevo no Acervo do Museu da Cidade do Recife” Museu da Cidade do Recife - Forte das Cinco Pontas, s/n, Bairro de São José Visitação: Terça a sexta, das 9h às 17h; Sábados, domingos e feriados das 13h às 17h Informações: 3232-2833

FOLHA DE PERNAMBUCO - 13 de março de 2007
ANA ALVES

Anna Alves mora em Paulista e é professora. Ela leciona ensino religioso e arte musical no Educandario Nossa Senhora de Lourdes. Sua história, por ser verdadeira, foge do perfil da maioria dos novos músicos brasileiros, aqueles que são encontrados pela fama ao mesmo tempo em que criam uma complexa biografia de ficção. Anna Alves não escreveu a primeira música aos três anos, nem descobriu na família uma linhagem de grandes medalhões da MPB. É uma pessoa comum, que acreditou na vontade de cantar e batalhou para isso acontecer. E com o segundo disco sendo lançado 100% independente, ela pode dizer que conseguiu. “De Bem”, novo trabalho dela, apresenta-se num encarte charmoso e sem excessos. Com tiragem inicial de mil cópias, mostra uma necessidade de se expressar em ritmos mais dançantes. “É coisa de estado de espírito mesmo”, explica. Agora, Anna Alves está mais dançante, interessada por programações eletrônicas que dão um tom moderno a sua MPB. Das 11 faixas, seis são de autoria própria dela. Nas outras, regrava Chico Buarque, Billy Nelson e Júnior Chumbago. Uma ela reservou para saudar o primeiro disco, regravando “Bicho Lindo” com parceria de Santana. Com uma boa circulação nas rádios, considerando que ela não tem apoio de nenhuma produtora ou gravadora, ela acredita que o principal obstáculo para o sucesso, agora, são as televisões. “Talvez com a música mais pop ajude mais”, torce, mas garante que não foi com essa intenção que mudou um pouco o ritmo. Otimista, ela acredita que o que importa mesmo é que o disco está na praça. “De Bem” pode ser encontrado na Livraria Cultura, Vivace e Oficina da Música, sendo vendido por R$ 12.

NOVELAS
Pensei que Vidas Opostas iria ser uma grande novela, mas o texto é incoerente, a direção claudicante e irreal. As cenas de tiroteio parece coisa de amadores, a prisão do filhinho de papai é incongruente: na vida real ele nunca seria preso.

FOLHA DE PERNAMBUCO
- 13 de março de 2007
Mostra Rumos Dança Pernambucano exibiu sua memória corporal em espetáculo autobiográfico sobre as transformações pessoais. SÃO PAULO - Um corpo carrega informações ao longo da vida, acumula códigos corporais como também os transforma. O bailarino pernambucano Hélder Vasconcelos encerrou, na noite do último domingo, a Mostra Rumos Dança Itaú Cultural, em São Paulo, mostrando através do solo “Por Si Só” como este processo ocorre em seu corpo. Num espetáculo autobiográfico, Hélder revelou a sua memória corporal para tentar exibir a construção da identidade de um bailarino em transformação. Com uma narrativa linear apoiada em recursos tecnológicos, o artista, um dos fundadores do extinto grupo musical Mestre Ambrósio, demonstrou ao público sua busca por uma linguagem própria no cenário da dança contemporânea. A concepção do espetáculo partiu da reflexão de Hélder sobre a força geradora das transformações pessoais que acontecem “Por Si Só”. De acordo com o intérprete-criador, cada transformação é gerada por ações individuais, apesar das influências exteriores ao indivíduo. A idéia foi transportada para o palco de maneira bem pessoal, quase como um diário do corpo. No primeiro momento, o dançarino faz leves e lentos movimentos deitados no chão, como se fosse um despertar, o nascer do corpo. Na trilha, assinada pelo próprio bailarino, colagens de notícias sobre política, esportes e cultura da década de 70. Num segundo momento, baladas roqueiras e figurino de malha colada ao corpo para mostrar a relação do corpo com a velocidade e a adrenalina. No telão, projeções de fotos de Hélder quando era apenas um menino ciclista, que adorava fazer manobras radicais e participar de competições de bike cross. Neste momento, a proposta ainda parece estranha, sem dizer o que pretende com a simples exposição autobiográfica. A historinha continua com apresentação da gravação de música popular com instrumentos percussivos, trecho do primeiro espetáculo de Hélder “Espiral Brinquedo Meu”, e a exibição de um vídeo de uma brincadeira do Cavalo Marinho Estrela de Ouro de Aliança, onde Hélder aparece como brincante, um dançarino popular. Depois do vídeo, que quebra um pouco o ritmo do espetáculo, a coreografia no palco se torna mais interessante, mais inventiva e passa a dialogar de fato com as novas tecnologias. Com novo figurino, um paletó com mangas coloridas (uma clara referência ao folguedo do Cavalo Marinho), Hélder se mostra mais solto e executa novos movimentos de uma dança contemporânea própria, que não rejeita a rica formação do dançarino popular. A coreografia executada no palco ao vivo é filmada e retransmitida de forma múltipla e com velocidade irregular no telão. Como se estivesse concluindo a transformação, Hélder se despe, fica nu com sensores conectados ao corpo. Experimenta movimentos, reproduzidos no telão a partir de seus impulsos pessoais. Parece apenas o princípio para uma transformação que só começou.

FOLHA DE PERNAMBUCO
- 13 de março de 2007
Chico Buarque
Os ingressos para o show mais esperado de Pernambuco começam a ser vendidos próxima segunda-feira, dia 19. Mesmo com o preço do ingresso
inteiro a R$ 160 e R$ 80 para estudantes, a previsão do Centro de Convenções, pela quantidade de ligação que recebem, é que todo os três dias de apresentação se esgotem na primeiro dia de venda (Vou vender tudo e comprar o ingresso. Inesquecível).

FOLHA DE PERNAMBUCO
- 13 de março de 2007
A DANÇA DE PERNAMBUCO NO PALCO PARA TURISTAS
Ir à Espanha e não assistir a um show de dança flamenca é um vacilo. Na Argentina, a pedida é degustar um bom vinho durante apresentações de
tango. Na capital francesa, o programa noturno é freqüentar as casas que oferecem shows de cancã. Quem chega ao Recife, agora, pode conhecer mais sobre a cultura pernambucana, com o espetáculo “Viver Pernambuco”. Moradores da cidade também são bem-vindos, mas a proposta é ideal para turistas que queiram ouvir as músicas, observar as danças populares e até participar da festa, num ambiente confortável, com transporte saindo do hotel e ainda um buffet regional que inclui pratos e bebidas (exceto alcoólicas), assinado pela chef Rafaela Suassuna. Um grupo de bailarinos foi reunido para montar o espetáculo que segue os moldes do Balé Popular do Recife. A história é conduzida pelos personagens Mateus e Catirina, que apresentam os ritmos pernambucanos no desenrolar da peça. Eles interagem com o público, chamam para dançar, ensinam passos de frevo e cavalo-marinho. O colorido toma conta do palco, que conta ainda com uma banda de oito músicos. O resultado é o que eles próprios chamam de um “maracatu de orquestra”, com todos os instrumentos usados nas ruas, mas adaptados ao palco, voltado para mesas espalhadas pelo salão climatizado da casa de recepções Porto Fino, em Casa Forte. A direção é do turismólogo Felipe Dantas e a decoração, assinada por Romildo Alves. De acordo com a idealizadora do projeto, Jane Suassuna, a idéia é disponibilizar um programa que seja mais uma opção para recifenses e turistas, inclusive com pacotes que incluem o traslado, já disponíveis nos hotéis da cidade. “Pretendemos ser uma referência”, afirma Suassuna. Ao todo, são 60 pessoas envolvidas para que o jantar-espetáculo seja inaugurado hoje, às 19h. O buffet foi elaborado de maneira que a gastronomia nordestina fosse adaptada à cozinha contemporânea. A proposta é aproveitar dos ingredientes encontrados com facilidade na região: quem gosta de carpaccio, por exemplo, terá a oportunidade de experimentar a entradinha feita com carne de sol e vinagrete de cachaça e pedacinhos de caju. Espetáculo “Viver Pernambuco” Recepções Porto Fino Rua Sant’Anna, 65 - Casa Forte Todas as terças-feiras, às 19h, por R$ 80 Reservas: (81) 3268-3872

segunda-feira, março 12, 2007

FREVÓDROMO

Em vários encontros culturais, tive a oportunidade de apresentar, por escrito, com assinatura de vários artistas, um anteprojeto para um FREVÓDROMO, que poderia ser feito no ex-páteo ferroviário do Cabanga.

Esta área está sendo cobiçada por Moura Dubeaux, Paes Mendonça, Paulo Miranda e outros empreendedores, para a construção de um grande condomínio residencial/comercial. É muito bom para eles e péssimo para o Recife.

Apelo para o vereador Luiz Helvécio, que embora sendo do PT, é um grande defensor do Recife, as vezes batendo de frente com o PT do poder, como o foi caso do projeto no Sítio Trindade e o Cine São Luiz.

Rio, São Paulo, Manaus e Parentins, tem os seus "sambódromos", e Recife, que as vezes ufanamente se intitula da capital do carnaval do Brasil, não tem o seu "sambódromo" (leia-se FREVÓDROMO).

Como tive oportunidade de salientar, o FREVÓDROMO também poderia ser um FORRÓDROMO, baseando dois grandes fenômenos da cultura de massa em Pernambuco.

Muita gente concorda comigo que o maior fenômeno de massa em Recife, não é o carnaval, e, sim, os festejos juninos, pela maneira como contamina todos os cantos da cidade, sem usar muita verba pública. Se alguem fizer as contas, vai perceber que são vários galos da madrugada espalhadas pelos bairros.

Sim, prefeito João Paulo: o senhor se esqueceu disso. Seria o maior empreendimento da sua administração! Daria mídia em todo o Brasil e no mundo!

Fica para o próximo prefeito...

Carnaval

Foi o melhor carnaval do Recife de todos os tempos, com alguns senões.

Numa conversa com o meu amigo e colega Claudionor Germano, anotamos alguns destaques:
  • Escantearam um dos maiores maestros de frevo, o Maestro Duda (que foi se apresentar no carnaval da Bahia, a pedido de Carlinhos Brown)
  • Convidaram alguns cantores que não tem nada a ver com o nosso carnaval, como Ney Matogrosso, Maria Rita, e na ante-véspera, o tal de Fat Slim.
  • Concordamos que alguns cantores poderiam ter sido convidados como o Paulo Diniz, Reginaldo Rossi e até mesmo Adilson Ramos (ora, se cantores de fora, que não cantam frevo, cantaram frevo, por que não Adilson Ramos?).
  • A Prefeitura do Recife, via FCCR, poderia ter convidados mais cantores e orquestras para o carnaval, mais identificados com o frevo, que a turma iria gostar de qualquer jeito.
  • Não precisava gastar todo aquele dinheiro com cantores alienígenas (seria o caso de convidar qualquer ET disponível...)
Mas com certeza foi um grande carnaval, que vai dar trabalho, em 2008, fazer melhor:É o último ano de João Paulo.

segunda-feira, março 05, 2007

Seminário para ETs

O Seminário promovido pelo MinC teve uma característica observada por alguns participantes: Os palestrantes voavam muito alto. A gente queria uma coisa mais dia-a-dia, mas rasteira, mas o que ouvimo parecia um evento de comadres, com muito palavreado bonito.

Os palestrantes, em grande número em cada horário, sem exceção, reclamavam do pouco tempo para exporem suas idéias. Pra que tanta gente?

Alguns se destacaram pela irreverência ou ousadia, como Alexandre Matias, jornalista, afirmando pra quê o diploma de jornalista?

Felipe Machado, do Recife, foi mais além: fêz críticas ácidas, levando a platéia ao delírio.

No mais, perfeitamente dispensáveis, apesar do esforço, ou de uma exceção como a Heloisa Buarque, que também reclamou do tempo, pois não conseguiu expor suas idéias, embora a platéia desejasse isso.

Teve um palestrante, que não vou citar o nome por motivos não tão óbvios, que não dizia coisa com coisa, intercalando expressões como "arrrrrrrrrrrrrrrrrr". Terrível!

O apelo, pela imprensa, dava conta que seriam palestras sobre Cultura na Interner, mas, quem foi, decepcionou-se, como eu. Queria ouvir alguma coisa mais factível como WebTV ou música na internet, mas ficou para uma outra vez indeterminada.