INCULTURA NA INTERNET
A chamada na velha midia, o jornal, era "CULTURA NA INTERNET", mas o folheto é erudito (coisas de técnicos que não conseguem se expressar simplesmente): "Organização Colaborativa da Produção e do Conhecimento - A Cultura das Redes de Informação Compartilhada" - Forum de Debates.
A promoção, do MinC, na Livraria Cultura foi apropriada, com um público de alto nível que tinha até alguns artistas que nem eu.
A seguir, a platéia, teve que aguentar uma explicãção deleutéria sobre a sua imagem num hipotético espelho a 2 mil anos luz da Terra, o que no, minimo, iria exigir da pessoa, um puta de binóculo! O tema foi tão chato que esqueci mesmo o que era, algo em torno da "Produção, reprodução, interferência e consumo virtual".
Afinal, o que tem a ver o espelho? A platéia, educada, passou verniz preto no espelho...
A segunda mesa redonda foi mais interessante, sobre "Blogosfera e jornalismo cidadão". Um palestrante perguntou ao moderador o que era mesmo jornalismo cidadão... Não houve resposta.
Como basicamente os palestrantes eram jornalistas, ficou um clima de comadrismo, pois ninguém queria admitir perder o privilégio de ser jornalista, embora Alexandre Matias, com muita coragem, questionou a necessidade de diploma, para se escrever um blog.
Essa questão da necessidade de diploma para jornalista é velha, me lembrando que Collor chegou a emitir uma Medida Provisória que dividiu a classe, tendo jornalistas antigos a favor e contra. Mas tanto Collor como a MP, foram defenestrados.
Aqui e ali todos os palestrantes faziam uma velada crítica, ao vivo, dizendo que não podiam falar mais ou aprofundar determinada questão por falta de tempo. Pra que tantos palestrantes?
Como o velho macado de Jô Soares, eu só queria saber...


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