quinta-feira, fevereiro 01, 2007

DESIDRATAÇÃO ATACA NOVELAS E FILMES

Estou impressionado como os atores de Novelas (no Brasil, especialmente da Globo) e cinemas (de um modo geral) sofrem de desidratação, e, em alguns casos, de fome mesmo.

A coisa chega ao nível da irritação, pelo menos comigo, desde que descobri a falta de criatividade de roteiristas e diretores.

Preste atenção:
Invariavelmente o ator está com um copo de água, normalmente café ou de bebida. Ou então, se dirige a algum lugar para se abastecer, em cena.

No filme, DE JAVU, Wenzel Washington chega ao nível de perguntar aonde fica a máquina do café, isso em pleno momento de investigação, como se o mundo fosse parar por causa disso. Aliás, ele comenta que se a máquina não tivesse ali, teria quer ser providenciada!

Isso parece com a síndrome do microfone para o cantor: se o microfone não tiver no palco, com o seu pedestal, o cantor se atrapalha, pois não sabe onde colocar as mãos. Tirem o pedestal girafa com o microfone das mãos de Roberto Carlos, e ele se caga todo!

Nas novelas brasileiras, especialmente da Rede Globo, já é um padrão a beberagem em cena, com outros agravantes:

- Falam sussurrando, quase inaudível, como se falassem para dentro.
- Até casa de pobre tem escadadaria
- Todos estão sempre numa sala de estar, arrumados e maquiados, mesmo que seja 8 da manhã de domingo
- Acordam penteados e maquiados

Me lembro de uma cena em VIDAS PASSADAS, Rede Record, que os bandidos vão atacar os rivais no morro do Torto e tem um bandido com uma Metralhadora Hotckiss, refrigerada a àgua, na mão, correndo! Isso é impossível!

Sei que deve ser muito difícil o cara ficar preso em casa, escrever 50/70 laudas todos os dias e ainda ter muita criatividade. Agora, mancadas, não. Isso de segurar copo, puxa!...

Anos atrás escrevi uma novela on line, baseada no Caso Serrambi (que nem terminei por outros problemas, pois o site teve que sair do ar - depois eu conto), e tive que fazer uma tabela, croquis de ação e outros trecos. Muita gente acompanhou, mandavam críticas, sugestões, gente reclamando da violência.

Teve uma moça, estudante de letras, que elogiou o uso de palavras raras do português. Eu revelei que escrevia com um Dicionário eletrônico de português, à procura de sinônimos.

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