domingo, novembro 05, 2006

PRÉ-ESTRÉIAS NO TEATRO

Duas excepcionais pré-estréias teatrais sábado, 4 de novembro de 2006: A DUQUESA DOS CAJUS e ATORES DO ÓRGÃO IRRESPONSÁVEL, respectivamente Teatro Armazem e Teatro Joaquim Cardozo.

A DUQUESA DOS CAJUS, dirigida por José Francisco Filho, está sendo apresentada exclusivamente para escolas municipais da Prefeitura do Recife e, depois disso, somente nas escolas.

Segundo Paula de Renor, Benjamim Santos presenteia Recife pelas mãos competentes de José Francisco Filho, tirando do marasmo as peças infantis atualmente apresentadas nas escolas privadas da nossa capital, constituindo numa grande encenação didática pelo seu conteúdo universal e nacional (ver o site da peça, clicando aqui).

Como sou suspeito de falar da peça de Zé Francisco, pois faço parte de uma entidade que está o apoiando (e também não sou crítico de teatro), encerro por aqui.

Agora a peça ATORES DO ÓRGÃO IRRESPONSÁVEL, uma produção da TELAC e COMPANHIA DO CHISTE, direção de Carlos Bartolomeu promete fechar o ano de 2006 com chave de ouro, apresentando três grandes comediantes: Paschoal Felizola, Rodrigo Cunha e Rogério Bravo.

A peça tem dois atos: ATORES DA NOITE (texto de Carlos Bartolomeu) e O CORAÇÃO É UM ÓRGÃO IRRESPONSÁVEL (texto de Walther Moreira Santos).

O pequeno teatro Joaquim Cardoso botava gente pelo ladrão, o que deixa qualquer um de teatro à vontade. O riso correu solto, descontraído e debochado, com os deboches escrachados da representação.

Para se ter uma idéia do que é a peça, pois sou um péssimo cronista teatral, transcrevo a chamada nos folhetos: "Nós sabemos o que você faz nos cinemas, nas ruas escuras, só ou acompanhado. O que você apronta nos bares, saunas e boates, na sua escola, até mesmo, no recesso sagrado do seu próprio lar". E, conclue, ameaçando: "E nós vamos contarrrrr".

E contam mesmo. Desnudam os ambientes gays e heteros dos mais recônditos espaços nelsonrodrigueanos (sim, vi alguma coisa de Nelson Rodrigues) de qualquer cidade metropolitana, chegando em alguns momentos a causar quase um choque, mas é tudo colocado de uma maneira tão delicada que você não sente.

O teatro dirigido por Carlos Bartolomeu prova que pode ser feito um teatro alegre, humorador, engraçado, de massa, sem cair na pornografia gratuita dos espetáculos a la Cinderela cuja fórmula está cansando. Diverte com escracho e alegria. Debocha com muito humor. Pra mim sã duas as peças do ano: Poemas Esparadrápicos e Atores do Órgão Irresponsável!

1 Comentários:

Às segunda-feira, novembro 06, 2006 10:03:00 AM , Anonymous Anônimo disse...

Só posso concordar quanto aos Poemas. Mas conheço o trabalho de Bartolomeu e vou atestar.

 

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