segunda-feira, agosto 07, 2006

INDIGNAÇÃO:Meu papel de formiguinha

Eu sou daquele tipo de pessoas que não gosta da turma do deixa disso, onde cautela e canja de galinha não faz mau a ninguém (desde que não contenha arsênico).

Quando me indigno com uma coisa, levo até às últimas consequências, como aconteceu certa vez quando, no calor da questão, convoquei uma pessoa de uma certa instituição, a nos unirmos contra ato autoritária de uma entidade pública.

Saí da comodidade do lar, no fim de semana, para me encontrar com essa pessoa, e, naquele momento, esta pessoa sugeriu fazermos uma ação assim e assado, dando nome do evento, data hora e local, inclusive fazendo questão de observar da urgência do ato.

Fui pra casa determinado a realizar os preparativos. Redigi um texto, consultei a minha lista de emails e mandei brasa, mandando para mais de uma centena de internautas, especialmente imprensa e até políticos.

No início da semana, uma segunda feira, retomo os envios, e, ato contínuo ligo para aquela pessoa, colocando-a a par dos acontecimentos.

Para minha surpresa, recebo uma crítica relativa ao nome do evento, pedindo que eu consertasse. Faço a troca e reenvio os emails. E insisto que os contatos da responsabilidade devem ser feitos.

Ainda de manhã, recebo um telefonema da mesma pessoa, perguntando se realmente eu tinha marcado a data, hora e local do evento, ponderando que achava precipitado a ação, tendo em vista que ele precisava contatar algumas pessoas.

Retifico, dizendo que quem tinha marcado data, hora e local fôra ele e não ele, e que ele tinha insistido na rapidez do ato. Insiste que fôra eu e não ele. E que ele, na verdade, tinha sugerido uma reunião para discutirmos uma data, hora e local para o evento.

?????

Pois é. Para eu aprender. Não gosto de gente covarde, vacilante, medrosa. Pois eu não tenho a convicação dos meus atos. Eu fiz tudo que tínhamos combinado, e, alguma coisa aconteceu, que ele achou que a coisa estava sendo precipitada. Talvez, avaliando que o ato iria mexer com seus interesses pessoais, da sua entidade etc e tal.

Foi bom, porque eu já coloquei um pé atrás em qualquer coisa que eu faça relativa a essa pessoa, que sei que é muito bem articulada e, agora, pra mim, perigosa. Maquiavélica, diria.

Como a gente erra na avaliação das pessoas. Eu sei que esta pessoa é combativa, tem um grande círculo de amizades, faz parte de família tradicional, mas fiquei de orelha em pé a partir deste fato.

Nos três telefonemas, sentia na entrelinha, a minha tensão querendo explodir, mas me controlei a minha indignação e revolta com a posição melíflua, covarde e falsa. Sim, agora, pra mim esta pessoa além de covarde é falsa.

Ou seja, atacada pela síndrome do caranguejo pernambucano.

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