sábado, novembro 28, 2009

DOIS ANOS SEM DON ANTONIO

Há dois anos a data de hoje, 28 de novembro, entraria na minha história como um dos dias mais tristes de minha vida.
Perderia neste dia meu companheiro, meu amigo, meu cúmplice, meu amigo, meu confidente, meu conselheiro, meu amor, meu homem.
Antonio estava partindo e eu estava só.
A verdade é que Antonio, mesmo nesta hora, soube fazer as coisas e sabendo da importância que tinha em minha vida se certificou de que minha filha estivesse ao meu lado sempre e de que suas filhas, sua família se tornassem minha família e assim pude suportar a dor desta ausência.
Antonio, amo você e te agradeço por tudo o que fizeste por mim e por minha filha. Agradecemos, eu e Gabi, as suas filhas por estarem ao nosso lado e agradeço a sua família por ter se tornado nossa.
Obrigada e a dor continua, a ferida não cicatriza mas a esperança e a fé nos faz continuar A vida é renovação, transformação.
Deus abençoes a todos nós.
Mara, não esqueci de vc!

sexta-feira, novembro 20, 2009

QUASE DOIS ANOS....

Hoje, exatamente hoje, faz dois anos que Antonio entrou em coma para não mais retornar. No dia 28 ele viria a falecer,deixando uma enorme lacuna na vida dos que o amavam. Desde então rezo todos os dias para que Deus me de forças e para que exista, realmente, uma outra vida e que ele se encontre em paz. Terei que retirar os restos mortais dele e sei que isso vái doer bastante mas tem que ser feito. Ele será transferido para um lugar muito bonito. Acredito que ele vái gostar. Bjs

Fátima Fernanda
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sexta-feira, novembro 28, 2008

UM ANO SEM DON ANTONIO

Há um ano nos foi tirado o direito de ouvir àquela maravilhosa gargalhada que só ele sabia fazer. Uma gargalhada que as vezes deixava as pessoas meio atônitas, constrangidas tal era a sua força. Um dia estava com ele em uma casa de show e ele deu àquela gargalhada. Fiquei meio envergonhada pois todos olhavam de imediato para nós, até que um senhor parou diante de nossa mesa e disse. " Aqui está um homem feliz de verdade. Porque só alguém feliz pode dar uma gargalhada dessas".
Desse dia em diante passei a admirar áquele sorriso e nunca mais me encomodei quando as pessoas olhavam . Eu sabia que elas estavam procurando quem é que era tão feliz.
Um ano se passou e passou rápido mas a lembrança dele continua forte, ele é presente sempre e sempre fará parte do meu presente.
Acreditem, Don Antonio (Antonio Gomes dos Santos) foi, é e sempre será muito especial. Para mim, para a família, para os amigos e para Pernambuco, estado que tanto amou.

Dia 28/11/2008, hoje, sexta-feira, ás 19 horas, na Igreja de São Sebastião, no Cordeiro. Av Caxangá, próximo ao Banco do Brasil. Missa por Don Antonio.

"Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador se a ti me confiou a piedade divina sempre me rege, me guarde, me governe me ilumine . Amém."
Deus continue nos protegento e permitindo que Antonio continue seus planos de onde está. Amém!

Fátima Fernanda

quinta-feira, março 20, 2008

A Revolta dos Brinquedos

Vamos estreiar a revolta dos brinquedos no teatro armazém , dia 29 as 16 30 horas. No programa do espetáculo o diretor José Francisco faz uma dedicatória a DON ANTONIO.

Venham assistir, a peça é muito boa.

terça-feira, janeiro 22, 2008

HOMENAGEM

QUARTA-FEIRA, DIA 23 DE JANEIRO DE 2008, AS 19;00H, NO TEATRO SANTA IZABEL, SE REALIZARÁ A ENTREGA DO TROFÉU APACEPE AOS MELHORES DE 2007 E EM MEIO AO EVENTO HAVERÁ UMA HOMENAGEM A DON ANTONIO (ANTONIO GOMES DOS SANTOS). A ENTRADA É FRANCA.

quarta-feira, dezembro 26, 2007

O ADEUS A UM GRANDE HOMEM

Os verdadeiros homens não passam simplesmente pela vida, eles deixam marcas e Don Antonio deixou marcas profundas em todos os que o conheceram. Um homem, acima de tudo pernambucano, cheio de amor por sua terra, um ser humano fantástico, um pai amigo, um marido apaixonado, um amigo verdadeiro,... este é o perfil de Antonio Gomes dos Santos ou Don Antonio.
Um homem que me ensinou a lutar pela vida, a reconhecer a bondade nas pessoas, a ser feliz e a fazer feliz .
A este homem ofereço o meu amor eterno e a minha saudade. Teus filhos ( Cristiano, Oriana, Alessandra, Monica e Gabriella) te amam e sentem tua falta. Foste embora cedo de mais, tanta coisa ainda tínhamos pra fazer.
Em dezembro de 2004 Don Antonio se submeteu a uma cirurgia de urgência e descobriu (descobrimos) que ele era portador de câncer. Fez durante esses 3 anos várias sessões de quimioterapia. Em janeiro de 2007 a médica dele me chamou para relatar que a doença tinha atingido seu grau máximo e que Don Antonio não tinha muito tempo de vida.
Seguimos, eu e os filhos, a vida normalmente, curtindo ao lado dele cada projeto novo, cada evento, cada sonho realizado. Antonio conseguiu fazer o que tinha muita vontade, o Show musical onde ele era o autor e interprete.
Seguimos juntos achando que iríamos vencer essa guerra mas contra o seu destino ninguém vence e em setembro de 2007 ele começou a perder algumas batalhas até que no fatídico dia
28 de novembro de 2007, quarta feira, as 10;45h, Don Antonio dá adeus a esse mundo e a todos que o amam.
Dom Antonio se foi mas se foi como um rei vitorioso. De cabeça erguida, cercado por pessoas que o amavam e em momento algum se desesperou ou se mostrou com medo da morte. Ele a encarou de peito aberto sem dar um gemido de dor e foi em paz. Morreu como um anjinho que era.
Antonio, meu amor, sinto muito a tua falta.
Beijos
Aos que lerem essa mensagem por favor rezem por ele.
Obrigada!!!
Fátima Fernanda
(esposa, com muito orgulho, de Don Antonio)

sábado, julho 14, 2007

DE MULHER PARA MULHER

Tá ai um nome duca! De Mulher para Mulher.
Direção de José Francisco Filho
Produção Don Antonio e José Francisco Filho
Textos colhidos na internet durante 5 anos, compilados por Don Antonio, todos tratando da mulher. A idéia minha era colocar duas dragqueensm, mas Zé achou melhor uma dragqueen e uma mulher. Gostei.
Estréia no segundo semestre de 2007.
Quem puder colaborar, mandando idéias e textos, basta enviar para don.antonio@memorialpernambuco.com.br.
Citarei a colaboração!

sexta-feira, junho 01, 2007

JOÃO DE COSTA PARA O POVO

Enviei este email para o secretário João da Costa (mais conhecido como João de Costa para o Povo), referente à audiência pública sobre o caso polêmico do Parque de Boa Viagem, realizada no dia 30 de maio,na Assembléia Legislativa de Pernambuco:

Educadamente, olá!
Na audiência pública na Assembléia Legislativa, no ultimo dia 30, o senhor, na sua última intervenção, citou observação minha se referindo ao OBSCURANTISMO de quem disse que Recife não precisa de mais teatros.
Lamento a infelicidade e deselengância e falta de respeito de V. Exa. quanto à minha observação, o que só é revelador do seu caráter como político, fazendo inimizades por onde passa.
Senhor Secretário: Recife tem 44 espaços culturais, alguns como teatro, outros adaptados para tal função. Menos da metade estão fucionando, e os que estão fechados está abandonados, em desuso, em eternas reformas ou simplesmente fechado.
Não vou lhe enviar a pesquisa para V. Exa. porque sei que vai desconsiderá-la, assim eu não perco tempo e nem o senhor.
Lamento a observação do seu chefe, publicada hoje, dizendo que é besteira desconsiderar Niemeyer. A senilidade do grande arquiteto é patente, fazendo um projeto de oitiva e sem conhecer as nossas pecularieades. E daí que é famoso? Para quem faz uma coisa equivocada não merece o nosso respeito.
Temos grandes profissionais que poderiam fazer melhor do que ele.
Pra que Recife precisa ter uma obra de Niemeyer, apenas por ter.
Ora, coloque o projeto em outro local, e encerra-se a questão.
Ou então, senhor secretário, existem interesses inconfessáveis, inomináveis e inenarráveis por trás de tudo isso, e que todos, sem exceção, não querem comentar.
O Senhor prefeito agiu com incompetência no caso do Cine São Luíz, no caso da Rua da Moeda, no caso da Oficina no Sítio Trindade, neste caso do Parque de Boa Viagem, e, agora, quer entregar a área do hospital da Tamarineira para os empreiteiros. Está descoberto o fio da meada!
O senhor me desrespeitou (e muitas pessoas, encerrada a reuniõa, vieram me prestar solidariade, por sua fala antipática).
Trabalho há 40 anos com cultura e sei mais do que o senhor, sei muito mais do que o senhor, do alto da sua arrogância.
Mas não fique tranquilo. Vamos lutar para este projeto não saia, usando de meios legais, e dos meios de luta que usamos no tempo da ditadura.
Parece que V. Exa. tem paixão por atos autoritários.

Antonio Gomes

quarta-feira, maio 16, 2007

AS DIFERENÇAS

Por Stela Cavalcanti

Sou pernambucana e moro no Rio de Janeiro há oito anos. Sou praticamente uma pernambuoca, vocês diriam. Mas, mesmo com este tempo todo aqui, não me acostumei completamente às diferenças entre as duas cidades da minha vida.

Por exemplo: na hora de pegar um ônibus, você faz que nem naquela lanchonete e pede pelo número. Como assim, Bial? Simples: aqui não se diz "Pegue o Dois Irmãos-Rui Barbosa e desça na praça do Parnamirim" e sim "Pegue o 409 e desça na Lapa". O 409, na ida, é Jardim Botânico e na volta é Praça Saens Peña. Melhor chamar pelo número a lutar com a pronúncia. É "sãs penha", "saens penha" ou "sãs pena"? Pergunte a um carioca e sempre receberá uma pronúncia nova.

Eu moro na Tijuca, zona norte, que é longe prá dedéu da Barra da Tijuca, que é zona oeste. Tem uma floresta no meio separando as duas, embora quase todomundo que eu conheço em Recife ache que eu moro na Miami carioca. Moro não, meu povo. A Tijuca é, assim, uma Casa Amarela com metrô. E quem vive aqui não é carioca, não. É, antes de tudo, Tijucano. Como se você morasse ali no Rosarinho e não fosse recifense, fosse rosarense. E eu sei que essa palavra não existe, acabei de inventar.

Aqui ninguém fala "a gente vai" como "a rente vai". Dá saudade do nosso sotaque e eu já prendi o riso com alguns cariocas quase caricatos. Outro dia fiquei ouvindo uma conversa na banca de revista: dois homens combinavam um churrasco depois do jogo. "Eaê, tás sabeno que eu deixei minha mulé?" "É?" "É, mas daqui trêxxx mêxxx volto prela".

Não sei o que mais deu vontade de rir, se foi o jeito canastrão do cara (quase um coroa), seu sotaque ou seus planos de farrear por três meses e achar que a mulher o aceitaria de volta numa boa.

Essa história só serve para confirmar que caba safado existe no Brasil todo e talvez até em marte. Mas uma coisa que não existe no Rio de Janeiro é fiteiro. Não existe a palavra e não existe a coisa em si. Não há fiteiros nas esquinas, pequenas lojinhas de metal vendendo bombom e cigarro no retalho. Há bancas de revista. Não sendo banca de revista, apontador do bicho, moleque pedindo esmola, camelô ou cocô de cachorro, não tem não senhor.

Também não tem os palhacinhos do Detran. Tem meninos fazendo malabarismo com bola de tênis e gente vendendo água e coca cola nos sinais, nas horas do engarrafamento.

Aqui tem uma beleza que chega a afrontar. Você tá cuidando da sua vida, andando na rua e tebêi com o Cristo Redentor, lá do alto, te olhando. No começo me dava um certo abuso: mas a gente anda que só a moléstia nesta terra e tá lá o Cristo fuxicando nossa vida. Com o tempo, acostumei e só falto dar tchauzinho. Você anda na praia e tem mar azul da cor de jeans, gelado a vida toda, montanha, asa delta voando, escultura de areia, se bobear até tem transatlântico ou artista da globo passeando no calçadão.

Não perdi meu sotaque de todo e nem estou falando "Bom Dia" como "Bom djia". Meu marido nasceu aqui e adora pernambuco (Todo pernambucano é gente boa, frase dele). Quando a gente se conheceu, ele pedia para eu falar "Tip" e achava bonitinho (ele pronuncia como "Txip" de onde surgiu esta quarta letra na palavra é um mistério total para mim.) Mais um tempinho e teremos uma pernambuoca casada com um cariocano. É esperar para ver, peixe.

segunda-feira, maio 14, 2007

Gestor público, em Pernambuco, não dá bola para a nossa história...

DESCASO COM A NOSSA HISTÓRIA!

O Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, dirigido pelo professor emérito Nilzardo Carneiro Leão, é um exemplo inominável do descaso com a nossa memória: está ameaçado de corte de energia elétrica e telefone, por falta de pagamento. O Instituto NÃO RECEBE nenhuma verba oficial, seja do estado federal, estadual ou municipal. Tanto dinheiro é jogado fora com eventos que não interessam a Pernambuco, mas quando à nossa memória...

O Instituto tem mais de 160 anos e, no seu acervo, muitos documentos pertinentes à história de Pernambuco, muitos deles, há anos sem ser pesquisados e identificados.

Como cidadão e colaborador do Instituto Arqueológico, e, atualmente, diretor de uma ong que trabalha com o resgate da nossa memória, o mínimo que posso fazer é botar a boca no trombone, por não concordar com essa desfeita à nossa memória.

Como produtor cultural há 30 anos, sou testemunha desse descaso permanente, que entra governo e sai governo e nada muda. Nenhum gestor cultural se preocupa com a nossa história. Posso citar, rápidamente, o descaso com os livros raros e históricos da Biblioteca Pública, que estão apodrecendo nos seus porões, e não vou citar nem o que acontece com o Arquivo Público.

Hoje o museu do Instituto está fechado, pois não tem dinheiro para pagar a recepcionista/monitor. Tudo está sendo preservado com recursos dos próprios associados.

Infelizmente, nenhum gestor público (leia-se governador e prefeito, independente de partido ou ideologia), dá à mínima para a nossa história.

Como também trabalho com comunicação, fico assustado quando vejo imensas possibilidades de se trabalhar a imagem de Pernambuco Brasil afora:
Foi aqui que nasceu o patriotismo, o sentimento de pátria; foi aqui que nasceu o exército brasileiro; foi aqui que proclamada, pela primeira vez, a independência ()e república) do Brasil, antes de D. Pedro I (esse algoz de Pernambuco...); foi aqui que tivemos a primeira constituição da república; foi aqui que tivemos a primeira imprensa livre do país. E tantos outros primórdios da nossa história, o que poderia , sendo devidamente trabalhado, para contribuir para o aumento da auto-estima do pernambucano comum. Nada é feito.

Uma verba insignificante, para os padrões estatais atuais, de 3 mil reais, mensais, resolveria o principal problema do Instituto Arqueológico, abrindo de novos as portas para a comunidade. O que custa isso para V. Excelencia? O resultado seria fantástico!

Apelo, como cidadão pernambucana, para a pernambucanidade de Vossa Excelência, no sentido de ajudar a preservar a nossa memória. Responda este email e colocarei Vossa Excelência em contato com os dirigentes do Instituto, pois estou escrevendo de moto própria, indignado com esse descaso. Pernambuco poderia um dos maiores estados da federação!